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Sobre o projeto

Sobre o projeto

O que a plataforma é, quem a mantém, o que ela não cobre e como citá-la.

O que esta plataforma é

Uma base consultável construída a partir dos dezesseis relatórios síntese de área que o Inep publicou para Design e para as três tecnologias em Design. Ela abre para consulta o que os relatórios trazem em tabela, sem reescrever nenhum número: onde o documento imprime um valor, a base guarda esse valor e o endereço da página em que ele aparece.

O nome fala em quinze anos, e convém precisar o que isso conta. A série do bacharelado em Design vai de 2006 a 2021, o que dá quinze anos entre a primeira e a última edição avaliada. O acervo inteiro, somando as tecnologias, alcança 2022, e por isso cobre dezesseis anos de calendário.

Ao lado dessa base correm outras quatro, guardadas em arquivo próprio para que a fonte de cada número siga rastreável. Uma vem do Censo da Educação Superior, com a oferta de curso ano a ano. Outra vem das planilhas de CPC, IDD e IGC, com o valor agregado por curso e o índice da instituição. A terceira vem dos instrumentos da avaliação in loco, com o que a comissão mede quando visita um curso. A última vem das portarias de diretrizes, com o que cada prova declarou medir. Cada seção diz de qual delas o número saiu.

O que ela não cobre

Os relatórios síntese são inteiramente agregados, e por isso não há aqui nenhum dado individual de estudante nem de docente. O curso, sim, aparece nomeado: a ficha de curso reúne o que as nove bases dizem de cada um dos 2.114, e isso é registro público de administração, e não dado de pessoa. Quem precisar do microdado do Enade encontra-o no portal do Inep, sob outras condições de uso.

A base do Enade fica separada das outras oito que a plataforma publica. São elas o Censo da Educação Superior, o cadastro e-MEC, as planilhas de CPC, IDD e IGC, os instrumentos da avaliação in loco, as portarias de diretrizes de prova, os projetos pedagógicos, as normas da formação e as propostas de regulamentação da profissão. Cada uma conta um universo próprio, e por isso o número de uma não é somado ao de outra. A comparação entre elas aparece só onde o método dela está escrito ao lado, como na cobertura entre o Enade e o Censo.

O RESULTADO da avaliação externa in loco está aqui desde 4 de setembro de 2026. Até um dia antes esta página dizia que ele seria inalcançável, porque o Inep não o publica em conjunto de dados aberto e a consulta do e-MEC estaria sem exportação em massa. A segunda metade dessa afirmação estava errada: a Consulta Pública Avançada exporta um relatório com o conceito de curso e o ano da visita, e a coleta foi refeita na fonte, com endereço, data e sha256 próprios. São 830 cursos com conceito, e a leitura é conferida contra a planilha de resultados do Inep pelo CPC, que coincide em 486 de 488 casos.

Nove tabelas com legenda própria ficaram de fora, por serem quadros de fórmula ou de definição metodológica cujo texto sai embaralhado da própria origem. Nenhuma delas traz resultado da área. Opta-se por recusar a tabela quando a leitura sai errada, em vez de corrigi-la a esmo, uma vez que um número correto sob rótulo trocado induz o leitor ao erro com mais força do que a ausência declarada desse número.

A autoria

A plataforma é assinada por Tiago Barros Pontes e Silva, Gabriela Angelo Ramalho de Sá e João Victor Alves Tonhá. Os três são da Universidade de Brasília, e os dois últimos são também do oposto/estúdio. O trabalho é independente, e não tem vínculo com o Inep nem com o Ministério da Educação.

A contribuição de cada pessoa é declarada visando o uso da plataforma como fonte em trabalho acadêmico, uma vez que a autoria de um artefato de pesquisa pede a mesma precisão exigida do restante dele. Nesse sentido, a ficha abaixo reúne o papel de cada uma na construção do acervo e o resumo de trajetória que ela própria escreveu.

A coautoria alcança o critério do recorte, e não o dado. Assim, a análise da adequação da classificação CINE ao design motivou a ampliação, em 4 de setembro de 2026, de quatro áreas para o campo inteiro. Cada uma das nove bases, porém, foi coletada na fonte, com endereço, data e sha256 próprios, de modo a manter a origem declarável.

A ficha de cada pessoa

O texto de cada resumo vem de quem o escreveu, sem edição, e o endereço do currículo é o identificador público que a própria pessoa mantém.

  • Tiago Barros Pontes e Silva

    Concepção da plataforma, coleta das nove bases na fonte, método, arquitetura da informação, redação, desenvolvimento e manutenção.

    Professor Associado do Departamento de Design da Universidade de Brasília (UnB), onde ingressou em 2006. Coordenou os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação em Design, além de atuar em representações da administração superior, como o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (CEPE) e a Câmara de Pesquisa e Extensão (CPP). É Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Design da Informação (SBDI) (2026-2028) e foi Presidente do Fórum Nacional de Coordenadores de Programas de Pós-graduação em Design da Área 29 da CAPES (2024-2025). Atuou como Membro de Comissões Assessoras de Área do INEP/MEC em Design e Formação Geral. Como pesquisador do PPG Design, dedica-se às áreas de Ergonomia Cognitiva, Design de Interação, da Informação, Visualização de Dados e de Jogos com Propósito, com foco em tarefas cognitivas complexas, pensamento computacional, IA generativas, saúde, aprendizagem e ludicidade. Foi responsável pela elaboração e submissão da Proposta de Criação do Doutorado Acadêmico em Design da UnB, aprovada pela CAPES em 2024. Doutor em Arte (2014) pela UnB, na linha de Arte e Tecnologia, com pesquisa em Arte Computacional Evolutiva. Mestre em Psicologia (2006) pela UnB, com ênfase em Ergonomia Cognitiva, e Bacharel em Design nas Habilitações de Projeto de Produto (2002) e Programação Visual (2003) pela mesma universidade.

    currículo Lattes

  • Gabriela Angelo Ramalho de Sá

    Discussão do delineamento, revisão do conteúdo, condução das pesquisas qualitativas do material e análise da adequação da classificação CINE ao design.

    Bacharel em Design - Programação Visual na Universidade de Brasília (UnB), onde escreveu a monografia “Mulheres na História do Design no Brasil: 1930-1979”. Pesquisa na área de historiografia e transdisciplinaridade na educação do design. O projeto “Translúcido - Mulheres na História do Design no Brasil” foi destaque da 13ª Bienal Brasileira do Design Gráfico.

    currículo Lattes

  • João Victor Alves Tonhá

    Discussão do delineamento, revisão do conteúdo, condução das pesquisas qualitativas do material e análise da adequação da classificação CINE ao design.

    Possui graduação em ABI - Design pela Universidade de Brasília (2019). Tem experiência na área de Desenho Industrial, com ênfase em Programação Visual, atuando principalmente nos seguintes temas: capitalismo cognitivo, redes sociais, informação digital e algoritmos.

    currículo Lattes

A fonte primária

A fonte primária é o documento, e ele é público nas nove bases. O sha256 de cada arquivo lido está registrado na seção dos documentos, que reúne os 198 documentos das nove bases, de modo que se possa verificar que o arquivo lido é o mesmo que o órgão distribui.

As nove bases vêm do Inep, do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Educação, das instituições que publicam os seus projetos pedagógicos e das duas casas do Congresso. Esta plataforma é um trabalho de pesquisa independente.

Versão v2026.16

Onde estão os cursos, como a oferta mudou, quem estuda e o que a avaliação mede, pelas nove bases que esta plataforma publica.